Tratamento hiperbárico de crianças com autismo

21/09/2009

Um estudo em 62 crianças com autismo mostrou melhorias significativas nas que fizeram 40 sessões de câmara hiperbárica, com 1,3 atmosferas e 24% de oxigénio. É o primeiro estudo prospectivo, aleatório, em dupla ocultação, que se faz sobre este assunto. Os resultados são muito encorajadores. Este estudo não avalia se as melhorias se mantêm ou se é necessário continuar o tratamento.

Os melhores resultados foram obtidos em crianças com mais de 5 anos e nos casos menos graves.

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O êxito deste tratamento parece estar relacionado com baixa irrigação sanguínea em certas regiões do cérebro e/ou com uma inflamação crónica cerebral, que o oxigénio hiperbárico ajudaria a tratar.

É uma grande esperança, pois ajuda a compreender e abre ao mesmo tempo uma linha de tratamento.

O artigo original foi publicado em: www.biomedcentral.com

Pode ser consultado na página dos artigos originais.


Exposição a anestesia geral pode aumentar perturbações do desenvolvimento

22/03/2009

Um estudo apresentado no último congresso da Associação Americana de Anestesiologistas aponta a possibilidade de as crianças expostas a anestesia geral terem maior probabilidade de perturbações do desenvolvimento, onde se incluem o Autismo e Asperger.

O Estudo foi dirigido por Lena S. Sun, Anestesiologista e Professora na Universidade de Colúmbia, Nova York.

O seu objectivo era examinar os possíveis efeitos, no cérebro humano em desenvolvimento, de agentes anestésicos de uso corrente.

Analisaram 625 crianças que até aos 3 anos de idade foram operadas a hérnia sob anestesia geral, sem complicações.

Compararam com 5000 crianças sem história de exposição a anestesia geral.

As crianças expostas a anestesia geral tinham duas vezes maior probabilidade de desenvolver uma perturbação de desenvolvimento ou do comportamento.

Este estudo é ainda preliminar, vai ser aprofundado, mas não se pode ignorar.

A confirmar-se vem trazer mais uma prova para a importância dos factores ambientais no aparecimento das perturbações em que se inclui o autismo e o Sindrome de Asperger.

Pode ver a notícia original em (está reproduzida em muitos locais):

http://www.medicinenet.com/script/main/art.asp?articlekey=93553


Marcadores bioquímicos para diagnóstico e tratamento

12/12/2008

ESTUDO MARCANTE: O AUTISMO RECONHECIDO COMO TRATÁVEL MEDICAMENTE

(Traduzido e adaptado da Newsletter da USAAA de 10/12/2008)

 

Em Abril de 2008, o Colégio Americano de Genética Médica (ACMG), que é um colégio da Associação Médica Americana (AMA), publicou orientações clínicas que os geneticistas clínicos deviam seguir na determinação da etiologia para os portadores de uma Perturbação do Espectro do Autismo (ASD) e no tratamento de pacientes com este diagnóstico. Este estudo “Autism spectrum disorder-associated biomarkers for case evaluation and management by clinical geneticists” confirma que há agora biomarcadores bem estabelecidos, de rotina, disponíveis e identificados, para ajudar os geneticistas clínicos a avaliar medicamente e tratar pessoas diagnosticadas com uma ASD e esboça brevemente alguns biomarcadores reconhecidos. Dependendo da causa da ASD, estes investigadores concluíram que “os riscos médicos associados podem ser identificados, o que pode levar ao rastreio e prevenção da potencial morbilidade em doentes e outros membros da família”. Os fundos para este estudo vieram da CoMed, Inc., uma organização não lucrativa, e do Instituto de Doenças Crónicas, de um fundo da Fundação BHARE.

 

As ferramentas importantes para a avaliação médica e o tratamento incluem o seguinte:

1-       Biomarcadores das porfirinas: Para ajudar a determinar se existe toxicidade do mercúrio e, quando é encontrada, para monitorizar as alterações da carga de mercúrio durante as terapêuticas de destoxicação.

2-       Biomarcadores da trans-sulfuração: Para ajudar a determinar se há susceptibilidade bioquímica ao mercúrio e, quando se encontra, monitorizar a resposta do doente durante a suplementação com terapêuticas nutricionais, como metilcobalamina (forma metilada da Vitamina B12), ácido folínico e piridoxina (Vitamina B6).

3-       Biomarcadores do stress oxidativo / inflamação: Para ajudar a determinar se há excessivos subprodutos de vias metabólicas e, quando encontrados, monitorizar o progresso do doente durante a suplementação com anti-inflamatórios, como a Aldactona (espironolactona).

4-       Biomarcadores hormonais: Para ajudar a determinar se estão presentes alterações hormonais e, quando encontradas, monitorizar o progresso do doente durante o tratamento indicado com reguladores hormonais como Lupron (acetato leuprolido) e Yaz (drospirenona / etinil estradiol).

5-       Biomarcadores da disfunção mitocondrial: Para ajudar a determinar se há disrupção das vias de produção de energia e, quando encontrados, monitorizar o progresso do doente durante suplementação com medicamentos como Carnitor (L-carnitina).

6-       Biomarcadores genéticos: Para ajudar a determinar se há factores causais genéticos ou de susceptibilidade e, quando encontrados, para fornecer pontos de observação sobre a modificação do comportamento para ajudar a reduzir o impacto destes factores genéticos.

 

Hoje, qualquer pai, médico ou técnico de saúde pode facilmente obter os serviços de um geneticista clínico que siga as orientações da ACMG para ajudar a avaliar e tratar os que são diagnosticados com ASD.