Higiene no banho

22/09/2009

O chuveiro acumula bactérias no tubo e no “telefone”. Foram encontrados Mycobacterium avium com uma concentração 100 vezes superior à que aparece na água potável. Esta bactéria provoca infecções pulmonares.

Para evitar isto, deixe correr a água durante um minuto, antes de  dirigir o chuveiro para as crianças (ou pessoas com deficiência imunitária). Periodicamente, retire o “telefone” e coloque-o num descalcificador. As bactérias acumulam-se nas inscrustações de calcário. Se não conseguir retirá-las, mude de dispersor.


Tratamento hiperbárico de crianças com autismo

21/09/2009

Um estudo em 62 crianças com autismo mostrou melhorias significativas nas que fizeram 40 sessões de câmara hiperbárica, com 1,3 atmosferas e 24% de oxigénio. É o primeiro estudo prospectivo, aleatório, em dupla ocultação, que se faz sobre este assunto. Os resultados são muito encorajadores. Este estudo não avalia se as melhorias se mantêm ou se é necessário continuar o tratamento.

Os melhores resultados foram obtidos em crianças com mais de 5 anos e nos casos menos graves.

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O êxito deste tratamento parece estar relacionado com baixa irrigação sanguínea em certas regiões do cérebro e/ou com uma inflamação crónica cerebral, que o oxigénio hiperbárico ajudaria a tratar.

É uma grande esperança, pois ajuda a compreender e abre ao mesmo tempo uma linha de tratamento.

O artigo original foi publicado em: www.biomedcentral.com

Pode ser consultado na página dos artigos originais.


Marcadores bioquímicos para diagnóstico e tratamento

12/12/2008

ESTUDO MARCANTE: O AUTISMO RECONHECIDO COMO TRATÁVEL MEDICAMENTE

(Traduzido e adaptado da Newsletter da USAAA de 10/12/2008)

 

Em Abril de 2008, o Colégio Americano de Genética Médica (ACMG), que é um colégio da Associação Médica Americana (AMA), publicou orientações clínicas que os geneticistas clínicos deviam seguir na determinação da etiologia para os portadores de uma Perturbação do Espectro do Autismo (ASD) e no tratamento de pacientes com este diagnóstico. Este estudo “Autism spectrum disorder-associated biomarkers for case evaluation and management by clinical geneticists” confirma que há agora biomarcadores bem estabelecidos, de rotina, disponíveis e identificados, para ajudar os geneticistas clínicos a avaliar medicamente e tratar pessoas diagnosticadas com uma ASD e esboça brevemente alguns biomarcadores reconhecidos. Dependendo da causa da ASD, estes investigadores concluíram que “os riscos médicos associados podem ser identificados, o que pode levar ao rastreio e prevenção da potencial morbilidade em doentes e outros membros da família”. Os fundos para este estudo vieram da CoMed, Inc., uma organização não lucrativa, e do Instituto de Doenças Crónicas, de um fundo da Fundação BHARE.

 

As ferramentas importantes para a avaliação médica e o tratamento incluem o seguinte:

1-       Biomarcadores das porfirinas: Para ajudar a determinar se existe toxicidade do mercúrio e, quando é encontrada, para monitorizar as alterações da carga de mercúrio durante as terapêuticas de destoxicação.

2-       Biomarcadores da trans-sulfuração: Para ajudar a determinar se há susceptibilidade bioquímica ao mercúrio e, quando se encontra, monitorizar a resposta do doente durante a suplementação com terapêuticas nutricionais, como metilcobalamina (forma metilada da Vitamina B12), ácido folínico e piridoxina (Vitamina B6).

3-       Biomarcadores do stress oxidativo / inflamação: Para ajudar a determinar se há excessivos subprodutos de vias metabólicas e, quando encontrados, monitorizar o progresso do doente durante a suplementação com anti-inflamatórios, como a Aldactona (espironolactona).

4-       Biomarcadores hormonais: Para ajudar a determinar se estão presentes alterações hormonais e, quando encontradas, monitorizar o progresso do doente durante o tratamento indicado com reguladores hormonais como Lupron (acetato leuprolido) e Yaz (drospirenona / etinil estradiol).

5-       Biomarcadores da disfunção mitocondrial: Para ajudar a determinar se há disrupção das vias de produção de energia e, quando encontrados, monitorizar o progresso do doente durante suplementação com medicamentos como Carnitor (L-carnitina).

6-       Biomarcadores genéticos: Para ajudar a determinar se há factores causais genéticos ou de susceptibilidade e, quando encontrados, para fornecer pontos de observação sobre a modificação do comportamento para ajudar a reduzir o impacto destes factores genéticos.

 

Hoje, qualquer pai, médico ou técnico de saúde pode facilmente obter os serviços de um geneticista clínico que siga as orientações da ACMG para ajudar a avaliar e tratar os que são diagnosticados com ASD.

 


BIOMARCADORES DE PERTURBAÇÕES METABÓLICAS

20/11/2008

Este artigo dá seguimento às recomendações do Colégio Americano de Geneticistas Clínicos, publicadas em Abril de 2008. Todos os portadores de perturbações do espectro do autismo devem ser avaliados por geneticistas, assim como os familiares directos. Há uma série de testes para identificar possíveis deficiências em vias importantes do metabolismo. São apontados tratamentos adequados a cada caso.

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Aumento de androgénios

14/09/2008

Múltiplos estudos demonstram agora que o autismo é caracterizado, em parte, por uma desregulação do sistema imunitário, incluindo neuroinflamação e inflamação gastrointestinal.

Além disso, algumas das crianças autistas têm níveis de androgénios superior à média.

Os autores propõem o uso de espironolactona, por via oral, nestes casos. Tem propriedades imunológicas desejáveis, além de anti-inflamatórias. É também anti-androgénio, o que recomenda mais a sua utilização neste grupo.

Fonte:

Spironolactone might be a desirable immunologic and hormonal intervention in autism spectrum disorders
A subset of autistic children exhibit higher than average levels of androgens
Bradstreet JJ, Smith S, Granpeesheh D, El-Dahr JM, Rossignol D.
Med Hypotheses (2006), doi:10.1016/j.mehy.2006.10.015
© 2006 Elsevier Ltd.
All rights reserved.


Oxigénio Hiperbárico

14/09/2008

Numerosos estudos em autistas mostraram que há hipoperfusão cerebral, inflamação do sistema nervoso e do intestino, desregulação imunitária, stress oxidativo, disfunção das mitocôndrias, anormalidades nos neurotransmissores, perturbação da destoxicação de toxinas, disbiose, alteração da produção de porfirinas.

O tratamento com oxigénio hiperbárico já provou que permite aumentar o fornecimento de oxigénio a tecidos hipoperfundidos ou hipóxicos, diminui a inflamação e o stress oxidativo, aumenta a actividade das mitocôndrias e o número de células germinais em circulação. Pode também melhorar a função imunitária, as anormalidades dos neurotransmissores e a disbiose encontradas nos doentes autistas.

Fonte:

Hyperbaric oxygen therapy might improve certain pathophysiological findings in autism

by Daniel A. Rossignol, MD
Med Hypotheses (2006), doi:10.1016/j.mehy.2006.09.064
© 2006 Elsevier Ltd.
All rights reserved.

Disbiose  (ou disbacteriose) é a alteração do equilíbrio bacteriano no corpo. É mais importante no tubo digestivo e na pele, mas pode aparecer nas mucosas.

O Equilíbrio das várias bactérias que vivem connosco pode ser rompido por exemplo com antibióticos, que seleccionam algumas bactérias que não são sensíveis. se esse desiquilíbrio se autoperpetua, cria-se uma disbiose. A alteração das bactérias também pode levar ao aumento dos fungos.


Deficiência de ácidos gordos corrigida com dieta

14/09/2008

Crianças com autismo e S. de asperger têm uma significativa deficiência de ácidos gordos.

Quando são administrados suplementos de óleo de peixe rico em EPA, houve um aumento de 200% nos níveis de EPA, um aumento de 40% no DHA e uma redução do ARA (cerca de 20%).

As crianças com autismo e S. Asperger tinham significativamente maiores concentrações de RBC fosfolipase A2 tipo IV, o que era também normalizado com os suplementos descritos atrás.

Fonte:

Essential fatty acids and phospholipase A2 in autistic spectrum disorders.

Bell JG, MacKinlay EE, Dick JR, MacDonald DJ, Boyle RM, Glen AC
Prostaglandins Leukot Essent Fatty Acids Oct 2004; 71(4) :201-4

Afiliação
Lipid Nutrition Group, Institute of Aquaculture, University of Stirling, Stirling, Scotland, FK9 4LA, UK. g.j.bell@stir.ac.uk


Alterações metabólicas reversíveis com dieta

14/09/2008

O metabolismo anormal da metionina e da homocisteína está associado com outras doenças neurológicas.

ao avaliar este metabolismo em 20 crianças com autismo (comparadas com 33 crianças de controlo) verificou-se que existiam concentrações inferiores de vários produtos, o que indica uma menor capacidade de metilação e um aumento do stress oxidativo.

Administrando a estas crianças suplementos na dieta com ácido folínico, betaína e metilcobalamina, obteve-se uma normalização das alterações metabólicas.

Conclusão: Um aumento da vulnerabilidade ao stress oxidativo e uma capacidade de metilação diminuída podem contribuir para o desenvolvimento e manifestações clínicas do autismo.

Fonte:

Metabolic biomarkers of increased oxidative stress and impaired methylation capacity in children with autism. S Jill James, Paul Cutler, Stepan Melnyk, Stefanie Jernigan, Laurette Janak, David W Gaylor and James A Neubrander

      From the Department of Pediatrics, University of Arkansas for Medical Sciences, and the Arkansas Children’s Hospital Research Institute, Little Rock, AR (SJJ, SM, and SJ); Niagara Falls, NY (PC); Colden, NY (LJ); Gaylor and Associates, LLC, Eureka Springs, AR (DWG); and Edison, NJ (JAN): Am. J. Clinical Nutrition, Dec 2004; 80: 1611 – 1617